
De Luís André Gasperino
Abram as cortinas da banalidade. A respeito do lançamento do mais novo filme da saga Crepúsculo, a produção Lua Nova, não posso deixar de comentar as inúmeras sensações que estou sentindo. Pra começar, náuseas e um sério desconforto com o comportamento humano, que a cada dia se torna mais fútil e desprezível.
É, absolutamente, compreensível que garotas de 11 à 15 anos se apaixonem pelo vampirão, charmoso, que leva o nome de Edward Cullen, porém, é inaceitável que homens e mulheres adultos se deixem comoverem com uma trama tão piegas e surreal.
Outro dia, ouvi de uma amiga que a saga mudou completamente sua vida para melhor. Tal comentário levou-me a questionar se, realmente, estava sendo justo ao criticar a história de amor entre um vampiro platônico e uma adolescente que mescla intelectualidade, infantilidade e rebeldia. Mas, ao comentar com colegas de faculdade a minha opinião sobre o “Fenômeno Crepúsculo”, percebi que não estou sendo precipitado, muito menos, injusto.
Não é tolerável que, enquanto, obras intelectualmente produzidas são massacradas pela opinião pública, uma história vazia e boboca mova multidões às salas de cinemas de todo o mundo.
É a sociedade do espetáculo, cuspida em nossas faces. Quem ainda não se deparou com garotas neuróticas gritando pelos corredores dos shoppings, quando encontram algo relacionado à série? Quem ainda não ouviu uma pessoa dizendo que leus os livros mais de uma vez? Caso a resposta seja “Não”, prepare-se, pois ainda ouvirá.
O que realmente me incomoda é saber que, na maioria das vezes, essa adoração é simplesmente uma maneira das pessoas serem aceitas em seus círculos de amizade. Tornou-se um padrão de relacionamento.
Enquanto, alienados vibram com a ficção e acreditam que, aquilo ali é uma nova filosofia de vida, pessoas são mortas, violentamente, em todo mundo. Conflitos religiosos são pautas diárias de telejornais. O mundo vive a beira da terceira guerra mundial, e somos obrigados a engolir que aquele monte de baboseira é capaz de mudar a vida de alguém. Um anestésico cerebral!
Me nego acreditar, me nego a aceitar. A saga "Crepúsculo" é um tapa na cara de alguém inteligentemente capaz de usar mais que 1% do seu potencial cerebral!

Família fico impressionada como vc escreve bem, o desenvolvimento das suas idéias é simplesmente perfeito...mas...tenho uma confissão...ja li todos os livros das saga Crepúsculo.
ResponderExcluir